Do ponto de vista ecológico, o termo "eutrofização" designa o processo de degradação que sofrem os lagos e outros reservatórios naturais de água quando excessivamente enriquecidos de nutrientes, que limita a atividade biológica.
A eutrofização pode ser natural, já que todos os lagos tendem para esse estado, ou cultural, quando as manifestações não se processam à escala do tempo geológico, mas a um ritmo galopante, provocado pela intervenção do homem. |
Eutrofização - Lagoa das Sete Cidades - Açores
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Dada a grande concentração de nutrientes,
especialmente azoto e fósforo, frequentemente arrastados para os lagos e
lagoas pelas águas carregadas de fertilizantes químicos, as algas
multiplicam-se com uma rapidez extraordinária, formando uma espessa
cortina verde à superfície da água, a qual impede a penetração da luz
até às zonas profundas. Como consequência, as colónias de algas que se
encontram a maior profundidade deixam de receber luz, pelo que,
impossibilitadas de realizar a fotossíntese, acabam por morrer e entrar
em decomposição. As algas das camadas superiores continuam a receber luz
e a produzir oxigénio, mas a maior parte deste gás perde-se para a
atmosfera.
Nas circunstancias atrás referidas, os lagos e
lagoas entram em anóxia (falta de oxigénio na água), o que leva também à
morte de muitos peixes, que, na falta de algas, deixam de ter alimento
suficiente para a sua sobrevivência.
A anóxia é um dos problemas resultantes da
eutrofização. Mas esta é agravada por outros fatores. As algas em
decomposição libertam gases, nomeadamente metano (muito tóxico), criando
condições para o aparecimento de algas "malignas", como é o caso das
cianófitas, mais conhecidas por algas azuis. Também o arrastamento de
detritos físicos para as margens da lagoa, pedras, dejetos, areia e
outros, faz diminuir o volume de água. E com menos água, aumenta a
concentração do "caldo de nutriente", acelerando a eutrofização, que
tende a transformar os lagos e lagoas em autênticos pântanos.
Grande parte dos lagos, lagoas e albufeiras da Europa acham-se num estádio mais ou menos avançado de eutrofização. Na Espanha, cerca de 30% das albufeiras estão eutrofizadas e, em Portugal, as lagoas açorianas das Sete Cidades (figura acima), das Furnas e do Fogo encontram-se também em adiantado estado de eutrofização. |
quinta-feira, 10 de maio de 2012
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Apesar de existir água em grande abundância, nem toda a água é directamente utilizável pelo ser humano.
ResponderEliminarA contaminação dos recursos hídricos inviabiliza a sua utilização, nomeadamente para o abastecimento das populações.
O processo de eutrofiziação , além de limitar a utilização dos recursos hídricos para fins recreativos, compromete também a captação de agua destinada ao consumo humano.
é de extrema importância sensibilizar a população para não poluir as águas, porque a abundância de hoje pode ser a escassez de amanha.
by: Suzana Djiba
Concordo! A humanidade tem mesmo de mudar de hábitos! ou então as mais variadas massas de água (como os lagos que referiste) tornam-se eutróficas... e depois já não há grande coisa a fazer senão prevenir outras situações como esta.
EliminarBom post!
Pois é, a eutrofização é um assunto bastante sério que se encontra bem mais próximo do que julgamos. Já viram que até a Lagoa das Sete Cidades, uma massa de água bastante considerável, se encontra eutrófica? Tal não é a poluição a que é submetida!
ResponderEliminarTal como disse a Suzana, é necessário que se mude de hábitos, porque este problema vai afetar-nos mais cedo ou mais tarde.