Do ponto de vista ecológico, o termo "eutrofização" designa o processo de degradação que sofrem os lagos e outros reservatórios naturais de água quando excessivamente enriquecidos de nutrientes, que limita a atividade biológica.
A eutrofização pode ser natural, já que todos os lagos tendem para esse estado, ou cultural, quando as manifestações não se processam à escala do tempo geológico, mas a um ritmo galopante, provocado pela intervenção do homem. |
![]()
Eutrofização - Lagoa das Sete Cidades - Açores
| ||
|
Dada a grande concentração de nutrientes,
especialmente azoto e fósforo, frequentemente arrastados para os lagos e
lagoas pelas águas carregadas de fertilizantes químicos, as algas
multiplicam-se com uma rapidez extraordinária, formando uma espessa
cortina verde à superfície da água, a qual impede a penetração da luz
até às zonas profundas. Como consequência, as colónias de algas que se
encontram a maior profundidade deixam de receber luz, pelo que,
impossibilitadas de realizar a fotossíntese, acabam por morrer e entrar
em decomposição. As algas das camadas superiores continuam a receber luz
e a produzir oxigénio, mas a maior parte deste gás perde-se para a
atmosfera.
Nas circunstancias atrás referidas, os lagos e
lagoas entram em anóxia (falta de oxigénio na água), o que leva também à
morte de muitos peixes, que, na falta de algas, deixam de ter alimento
suficiente para a sua sobrevivência.
A anóxia é um dos problemas resultantes da
eutrofização. Mas esta é agravada por outros fatores. As algas em
decomposição libertam gases, nomeadamente metano (muito tóxico), criando
condições para o aparecimento de algas "malignas", como é o caso das
cianófitas, mais conhecidas por algas azuis. Também o arrastamento de
detritos físicos para as margens da lagoa, pedras, dejetos, areia e
outros, faz diminuir o volume de água. E com menos água, aumenta a
concentração do "caldo de nutriente", acelerando a eutrofização, que
tende a transformar os lagos e lagoas em autênticos pântanos.
Grande parte dos lagos, lagoas e albufeiras da Europa acham-se num estádio mais ou menos avançado de eutrofização. Na Espanha, cerca de 30% das albufeiras estão eutrofizadas e, em Portugal, as lagoas açorianas das Sete Cidades (figura acima), das Furnas e do Fogo encontram-se também em adiantado estado de eutrofização. | |||
Mostrar mensagens com a etiqueta by: Suzana Djiba. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta by: Suzana Djiba. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
efeito de bombaim
O Fenótipo Bombaim -, grupo sanguíneo hh, ou grupo sangüíneo de Bombaim (Bombay phenotype, em inglês), é um fenômeno raro, primeiramente descoberto na cidade de Bombaim, Índia, pelo qual indivíduos que possuem genótipo referente aos grupos sangüíneos "A", "B", ou "AB" expressam o grupo sangüíneo "O". Essas pessoas não produzem a enzima ativa (H) que transformaria uma substância precursora em antígeno H. Os antígenos A e B são produzidos a partir desse antígeno. Desse modo, a sua ausência faz com que essas pessoas não apresentem quer o antígeno A, quer o B, nos seus glóbulos vermelhos, mesmo que possuam alelos referentes à síntese dessas substâncias.[1]
A produção dessa enzima é determinada por um gene dominante; não acontece em casos de recessividade desses genes e não possui relação com os genes determinantes dos tipos sangüíneos.[1]
O paciente que receber sangue contendo um antígeno que jamais esteve no seu próprio sangue terá uma reação imune. Assim sendo, os indivíduos com o fenótipo de Bombaim podem doar sangue para qualquer membro do sistema ABO (a não ser que outro fator sangüíneo, como o Rh, seja incompatível), mas não podem receber de nenhum membro do sistema ABO (cujo sangue contém sempre um ou mais antígenos A, B e H); somente recebem sangue de indivíduos com o fenótipo de Bombaim[carece de fontes]. Os testes costumeiros para o sistema ABO os apontam como integrantes do grupo O, porém incompatibildades relacionadas a cruzamentos podem evidenciar o falso "O". Por exemplo, um pai e uma mãe, ambos com sangue, supostamente, tipo "O", ao gerar um filho com sangue tipo "A", evidenciam que um dos pais ou os dois possuem pelo menos o antígeno "A" e outros exames de laboratório mais específicos podem confirmar o fenômeno.
A produção dessa enzima é determinada por um gene dominante; não acontece em casos de recessividade desses genes e não possui relação com os genes determinantes dos tipos sangüíneos.[1]
O paciente que receber sangue contendo um antígeno que jamais esteve no seu próprio sangue terá uma reação imune. Assim sendo, os indivíduos com o fenótipo de Bombaim podem doar sangue para qualquer membro do sistema ABO (a não ser que outro fator sangüíneo, como o Rh, seja incompatível), mas não podem receber de nenhum membro do sistema ABO (cujo sangue contém sempre um ou mais antígenos A, B e H); somente recebem sangue de indivíduos com o fenótipo de Bombaim[carece de fontes]. Os testes costumeiros para o sistema ABO os apontam como integrantes do grupo O, porém incompatibildades relacionadas a cruzamentos podem evidenciar o falso "O". Por exemplo, um pai e uma mãe, ambos com sangue, supostamente, tipo "O", ao gerar um filho com sangue tipo "A", evidenciam que um dos pais ou os dois possuem pelo menos o antígeno "A" e outros exames de laboratório mais específicos podem confirmar o fenômeno.
segunda-feira, 12 de março de 2012
APLICAÇÕES DA ANÁLISE DOS GRUPOS SANGUÍNEOS DO SISTEMA ABO
A determinação dos grupos sanguíneos tem várias aplicações, entre as quais: transfusões de sangue; reconhecimento de crianças trocadas nos hospitais e em casos de paternidade duvidosa.
Através do conhecimento do grupo sanguíneo da mãe e dos filhos, é possível saber se um indivíduo pode ou não ser o pai da criança.
Por exemplo:
Explicação:

Como se pode verificar através destes exemplos, há situações em que, pela análise do sangue, é possível excluir, com segurança, a paternidade de um indivíduo. Porém, nunca é possível afirmar a paternidade, restando, quando muito uma situação de incerteza.
Existe, actualmente,um processo que permite a identificação da paternidade com um elevado grau de segurança.
Esse método, conhecido por DNA fingerprint, consiste em analisar as sequências de nucleóticos de DNA extraído de células sanguíneas obtidas por uma simples picadela no dedo, ou de outras células do organismo, como, por exemplo, do cabelo ou da pele.
Utilizando uma técnica relativamente complexa, é possível obter fragmentos da molécula de DNA com sequências únicas e específicas de cada indivíduo, constituindo verdadeiras "impressões digitais genéticas". Sendo assim, além da determinação da paternidade, esta técnica revela-se de grande utilidade na identificação de criminosos.

Fig. 4 - Observação de uma fotografia de "impressões digitais genéticas".
Nota: A barra marcada com * corresponde a uma porção de DNA obtido a partir de células sanguíneas do sangue encontrado no local do crime. Por comparação com "impressões digitais genéticas" de vários suspeitos foi possível identificar o criminoso (suspeito nº3).
Através do conhecimento do grupo sanguíneo da mãe e dos filhos, é possível saber se um indivíduo pode ou não ser o pai da criança.
Por exemplo:
Explicação:

Como se pode verificar através destes exemplos, há situações em que, pela análise do sangue, é possível excluir, com segurança, a paternidade de um indivíduo. Porém, nunca é possível afirmar a paternidade, restando, quando muito uma situação de incerteza.
Existe, actualmente,um processo que permite a identificação da paternidade com um elevado grau de segurança.
Esse método, conhecido por DNA fingerprint, consiste em analisar as sequências de nucleóticos de DNA extraído de células sanguíneas obtidas por uma simples picadela no dedo, ou de outras células do organismo, como, por exemplo, do cabelo ou da pele.
Utilizando uma técnica relativamente complexa, é possível obter fragmentos da molécula de DNA com sequências únicas e específicas de cada indivíduo, constituindo verdadeiras "impressões digitais genéticas". Sendo assim, além da determinação da paternidade, esta técnica revela-se de grande utilidade na identificação de criminosos.

Nota: A barra marcada com * corresponde a uma porção de DNA obtido a partir de células sanguíneas do sangue encontrado no local do crime. Por comparação com "impressões digitais genéticas" de vários suspeitos foi possível identificar o criminoso (suspeito nº3).
segunda-feira, 5 de março de 2012
Vacinas para alergia
A imunoterapia, também chamada de vacinação antialérgica, terapia de desensibilização e terapia de hiposensibilização, é o único tratamento para alergia que pode diminuir a longo prazo sua sensibilidade aos alérgenos. O conceito baseia-se no mesmo princípio das imunizações para gripe ou poliomielite. Doses pequenas e controladas de um alérgeno ou alérgenos são introduzidas no corpo para que você possa desenvolver tolerância. As injeções levam ao desenvolvimento de uma resposta imune protetora através do aumento das células T supressoras e do aumento de anticorpos protetores ou "bloqueadores". Quanto mais tolerante se tornar o corpo, menos sintomas você terá. A boa notícia é que a imunoterapia proporciona uma melhora significativa em mais de 90% dos pacientes com rinite alérgica periódica e em 70 a 80% daqueles com rinite alérgica perene.
Quando considerar a vacinação antialérgica
O seu armário de remédios se parece com uma farmácia? O seu nariz escorrendo interfere nos relacionamentos amorosos? Você se sente cansado todas as horas de todos os dias? Se os medicamentos para alergia não são efetivos o suficiente para controlar seus sintomas, pergunte ao seu médico sobre a imunoterapia ou desensibilização da alergia. As vacinas impedem o desenvolvimento de novas alergias e reduzem a probabilidade de desenvolver asma de 58% para menos de 23% em crianças com rinite alérgica. As vacinas para alergia podem fazer uma grande diferença na sua vida. Combinadas com o controle ambiental, as vacinas podem diminuir seus sintomas e ajudar a ter um melhor controle sobre as alergias.
As vacinas antialérgicas são sugeridas quando:
O seu armário de remédios se parece com uma farmácia? O seu nariz escorrendo interfere nos relacionamentos amorosos? Você se sente cansado todas as horas de todos os dias? Se os medicamentos para alergia não são efetivos o suficiente para controlar seus sintomas, pergunte ao seu médico sobre a imunoterapia ou desensibilização da alergia. As vacinas impedem o desenvolvimento de novas alergias e reduzem a probabilidade de desenvolver asma de 58% para menos de 23% em crianças com rinite alérgica. As vacinas para alergia podem fazer uma grande diferença na sua vida. Combinadas com o controle ambiental, as vacinas podem diminuir seus sintomas e ajudar a ter um melhor controle sobre as alergias.
As vacinas antialérgicas são sugeridas quando:
- há uma resposta incompleta aos medicamentos;
- os medicamentos causam efeitos colaterais inaceitáveis;
- não é possível evitar o alérgeno;
- há um desejo de diminuir o uso dos medicamentos a longo prazo, como no caso de crianças ou de uma mulher que deseja engravidar daqui a alguns anos;
- elas podem prevenir o desenvolvimento de alergias adicionais ou problemas de saúde relacionados. Em crianças, as vacinas têm diminuído a probabilidade de desenvolver asma.
O primeiro passo na imunoterapia é fazer o teste de alergia, que conta ao médico ao que você é alérgico e o quanto você é sensível. Usando os resultados do teste e o seu histórico, o alergista prepara extratos próprios para você, feitos de um ou mais alérgenos. Como a maioria das pessoas alérgicas reage adversamente a muitos alérgenos, podem ser feitos vários extratos (colocados em frascos individuais). Algumas pessoas precisarão de apenas uma injeção por vez, enquanto outros precisarão mais de uma mistura de extratos e mais do que uma injeção, dependendo de quantos alérgenos precisarem ser cobertos.
A maioria dos extratos é para alérgenos que estão no ar, como os pólens, esporos de fungos, ácaros de poeira e escamações de animais e para alergias a picadas de insetos. A terapia de desensibilização visando as alergias a picadas de insetos é chamada de imunoterapia com veneno. Não há extratos aprovados pelo FDA para alergias alimentares, alergia ao látex e algumas alergias químicas.
Prós e contras
Como com qualquer tratamento médico, a imunoterapia tem vantagens e desvantagens. É melhor examinar ambas antes de tomar uma injeção dessas.
A maioria dos extratos é para alérgenos que estão no ar, como os pólens, esporos de fungos, ácaros de poeira e escamações de animais e para alergias a picadas de insetos. A terapia de desensibilização visando as alergias a picadas de insetos é chamada de imunoterapia com veneno. Não há extratos aprovados pelo FDA para alergias alimentares, alergia ao látex e algumas alergias químicas.
Prós e contras
Como com qualquer tratamento médico, a imunoterapia tem vantagens e desvantagens. É melhor examinar ambas antes de tomar uma injeção dessas.
Vantagens da imunoterapia:
- a imunoterapia é o único tratamento de alergia que altera as reações do sistema imunológico e pode trazer benefícios duradouros;
- as vacinas antialérgicas, aplicadas dentro de um esquema regular, ajudam a aliviar os sintomas, especialmente para quem sofre de alergias transportadas pelo ar e perenes;
- a imunoterapia é um tratamento bem estabelecido e efetivo e tem sido usada desde 1900. Está constantemente avançando e melhorando. Por exemplo, há 20 anos os extratos continham pouco ou nenhum alérgeno de ácaro de poeira; atualmente isso mudou;
- os extratos alergênicos não causam dependência fisiológica;
- muitos pacientes encontram alívio depois de três a seis meses de tratamento;
- as vacinas são seguras. Podem ser aplicadas em crianças e mulheres grávidas, embora não devam ser iniciadas durante a gravidez. Após uma injeção, os pacientes são monitorados no consultório médico caso ocorra alguma reação;
- a maioria das vacinas são aplicadas com uma agulha fina dentro do tecido adiposo, não sendo dolorosas;
- um programa de imunoterapia com 3 a 5 anos de duração pode dar alívio da alergia por 10 a 30 anos.
Desvantagens da imunoterapia:
- inconveniência; as vacinas para alergia são geralmente aplicadas toda semana, durante vários meses, depois quinzenalmente e por fim a cada três ou quatro semanas; ter que fazer várias visitas ao consultório médico pode ser uma grande desvantagem para aqueles que têm uma agenda de trabalho agitada e vidas ocupadas; indivíduos que vivem na zona rural podem achar difícil fazer uma longa viagem até o consultório médico com tanta freqüência;
- o compromisso com uma obrigação trabalhosa; dependendo da sua sensibilidade, você poderá receber vacinas por três a cinco anos;
- as vacinas anti-alérgicas não são a cura para tudo, aliás, nada é. A batalha contra as alergias é multidimensional. Você não pode depender somente das vacinas para aliviar os sintomas. Se não forem tomadas medidas para evitar o alérgeno, as injeções poderão ser ineficazes;
- muitas crianças e alguns adultos têm medo de injeções;
- o local da injeção pode ficar dolorido e vermelho por várias horas ou dias. As doses de vacina devem ser aplicadas alternadamente em cada braço;
- risco de anafilaxia; sintomas: lábios, língua ou orelhas inchados; inquietação ou agitação; face vermelha; urticária; sensações de picadas e coceira na garganta e na pele; palpitações ou zunido nos ouvidos; espirros, tosse ou dificuldade para respirar; náusea ou vômito; tontura; perda de controle da bexiga ou intestino; convulsões; pulso rápido e fraco; pele fria, úmida e pálida; falta de responsividade, que é o efeito colateral mais sério. Contudo, a maioria dos alergistas exige que o paciente permaneça no consultório por 15-30 min após receber uma injeção, uma exigência inconveniente, porém necessária. O risco é maior em pacientes com asma fora de controle;
- as vacinas não controlam as alergias alimentares e podem agravar os sintomas de alergia na pele. Mas podem realmente ajudar o eczema.
Depois que você identificar seu problema de alergia, o próximo passo é escolher um tratamento. Apesar de haver muitos tratamentos efetivos, é importante escolher aquele que seja certo para você. Isso pode variar de um simples remédio vendido sem receita médica até um medicamento vendido somente com prescrição. Seu médico, depois que você encontrar um apropriado, deve ser capaz de ajudar.
Fontes:
http://jblog.jb.com.br/asuasaude/2011/08/19/alergia-imunoterapia-e-a-solucao/
http://www.colegioweb.com.br/biologia/imunoterapia.html
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Vírus do papiloma humano
O que é o HPV?
O Vírus do Papiloma Humano (HPV) é um vírus sexualmente transmissível com a capacidade de infectar todas as pessoas, independentemente do seu sexo, idade, etnia ou localização geográfica. Desde o inicio dos anos 90, a associação deste vírus com o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero, verrugas e outras patologias anogenitais tem sido muito forte, acreditando-se hoje que esteja presente em 99% dos casos de cancro do colo do útero.
| ![]() |
As infecções por HPV são extremamente comuns, no entanto, a maioria dos indivíduos infectados não apresenta sintomas. Existem diferenças ao nível das infecções por HPV, sendo que a presença de papilomas ou de verrugas genitais sugere infecção por HPV’s não oncogénicos (baixo-risco) enquanto que no caso de lesões do colo do útero os mais frequentes são os oncogénicos (alto-risco).
Sendo uma infecção transmitida por via sexual, são extremamente importantes as precauções a este nível. A utilização de preservativos não garante protecção contra a infecção por HPV, apesar do seu uso ser recomendado devido à eficácia na prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis.
....................................................................................................................................................................................
Existem tipos diferentes de HPV?O HPV pertence à família dos Papovavírus, na qual foram encontrados mais de 120 tipos diferentes. A maior parte dos tipos leva ao desenvolvimento de verrugas cutâneas, no entanto, existem outros capazes de infectar a região anogenital. Ainda assim, os tipos de HPV encontrados nas verrugas não são os mesmos dos tumores malignos, facto que mostra a importância do estudo do HPV.
Dentro dos tipos capazes de infectar a região anogenital, podem distinguir-se dois tipos: baixo e alto risco, em função da sua capacidade em induzir o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero.
As estirpes de HPV de baixo risco/não oncogénicas (tipo 6, 11, etc...) são encontradas nos condilomas/verrugas genitais e apresentam menor risco de progressão para malignidade. As estirpes de HPV de alto risco/oncogénicas (tipo 16, 18, 31, 33, 45, 58, etc...) estão associadas ao desenvolvimento de lesões malignas.
No geral, uma infecção por HPV não leva ao desenvolvimento de cancro. No entanto, 99% das mulheres que têm cancro do colo uterino estão infectadas por estirpes de HPV de alto risco.
....................................................................................................................................................................................Quais são as características da infecção por HPV?
....................................................................................................................................................................................Quais são os sintomas?
Normalmente, uma infecção por HPV é assintomática, não localizada e na maioria das vezes multicêntrica. Geralmente não se observa qualquer alteração no corpo, podendo surgir apenas comichão, ardor durante o acto sexual ou corrimento anormal.
As infecções por HPV podem-se manifestar de três formas distintas:
- forma latente: caracterizada pela presença latente do vírus e que não apresenta qualquer sintoma que evidencie sinais para diagnóstico. Pacientes com histórico de infecções por HPV devem, juntamente com os exames de rotina, efectuar diagnósticos por técnicas de biologia molecular que permitem a identificação do vírus e assim esclarecer o possível desenvolvimento de qualquer lesão.
- forma subclínica: infecção assintomática ou apenas com alguns sinais inespecíficos, como prurido, ardência e dor durante a relação sexual. Médicos ginecologistas são capazes de identificar e visualizar uma lesão sob a forma subclínica, utilizando métodos de diagnósticos específicos, como por colposcopia. A análise de infecção por HPV deve ser efectuada quando há suspeita de alterações no colo do útero.
- forma clínica (condiloma): presença de verruga genital visível a olho nú com um aspecto áspero e irregular (couve-flor) que pode aparecer nas formas acuminado, plano e gigante. A mais comum é a forma acuminada, uma forma verrugosa de cor rósea, superfície rugosa e consistência firme, conhecida como crista de galo. A forma plana aparece como tecido branco acompanhado ou não de alterações vasculares. O condiloma gigante é a forma vegetante e exuberante, caracterizada por um crescimento por vezes muito rápido.
| O HPV é facilmente transmitido por contacto sexual, não sexual (familiar ou hospitalar) e por via materno fetal (durante a gestação, intra e periparto). Apesar de nada se saber acerca da viabilidade do vírus fora do organismo, considera-se a transmissão por via não sexual apenas viável durante curtos períodos de tempo. O período de incubação, desde a infecção até ao desenvolvimento de doença (forma clínica e/ou subclínica) não é muito bem conhecido. Contudo, muitos estudos sugerem que este demorará entre 3 semanas a 8 meses, com uma média de 3 meses, desde que existam as condições propícias para o seu desenvolvimento. Na maioria das vezes o desenvolvimento está relacionado com a competência imunológica de cada indivíduo e a carga viral (quantidade de vírus) no local da infecção. | ![]() |
O que é o HPV?
Existem tipos diferentes de HPV?
Quais são as características da infecção?
Quais são os sintomas?
Como pode ser feito o diagnóstico?
Em que consiste o tratamento?
Como posso prevenir o HPV?
Desdobrável HPV parte I, parte II
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
imunodeficiência congénita e adquirida
As infecções devidas a imunodeficiência são um conjunto de doenças diversas nas quais o sistema imunitário não funciona de forma adequada e, como consequência, as infecções são mais habituais, recidivam com maior frequência, são em geral mais graves e duram mais do que o habitual.
As infecções frequentes e graves (tenham elas lugar num recém-nascido, numa criança ou num adulto) que não respondem imediatamente aos antibióticos sugerem a existência de um problema do sistema imunitário. Alguns problemas do sistema imunitário derivam também para cancros raros ou infecções inabituais por vírus, fungos ou bactérias.
A imunodeficiência que se verifica numa idade mais avançada (imunodeficiência adquirida) costuma ser causada por uma doença. A imunodeficiência adquirida é muito mais frequente do que a imunodeficiência congénita. Algumas doenças causam apenas uma ligeira deterioração do sistema imunitário, ao passo que outras podem destruir a capacidade do corpo para combater a infecção. A infecção causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), que desemboca na síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA) é muito conhecida. (Ver secção 17, capítulo 187) O vírus ataca e destrói os glóbulos brancos que normalmente combatem as infecções virais e fúngicas. Contudo, muitas e diversas afecções podem enfraquecer o sistema imunitário. Na realidade, quase toda a doença grave prolongada afecta em certa medida o sistema imunitário.
Os indivíduos que sofrem de problemas no baço têm um certo grau de imunodeficiência. O baço não só ajuda a capturar e destruir bactérias e outros organismos que penetram na corrente sanguínea, como é também um dos centros do corpo humano onde se fabricam anticorpos. O sistema imunitário fica afectado quando o baço é extraído ou quando ele é destruído por uma doença, como a drepanocitose. As pessoas que não possuem baço, especialmente se forem crianças, são particularmente susceptíveis a certas infecções bacterianas, como as causadas por Haemophilus influenzae, Escherichia coli e Streptococcus. Às crianças que não têm baço deveriam ser administradas vacinas antipneumocócicas e meningocócicas, para além das vacinas que habitualmente são aplicadas na infância. As crianças pequenas que não têm baço tomam continuamente antibióticos durante pelo menos os cinco primeiros anos da sua vida. Todo o indivíduo afectado por uma deficiência no baço deveria tomar antibióticos ao primeiro sinal de uma infecção com febre.
A desnutrição também pode afectar gravemente o sistema imunitário. A desnutrição pode implicar uma deficiência de todos os nutrientes, ou apenas de proteínas e de certas vitaminas e minerais (especialmente vitamina A, ferro e zinco). Quando a desnutrição resulta num peso corporal 80 % inferior ao peso ideal, o sistema imunitário é afectado. Quando o peso se reduz a menos de 70 % do ideal, o sistema imunitário fica em regra gravemente afectado. As infecções, que são frequentes nas pessoas com sistemas imunitários debilitados, suprimem o apetite e aumentam as exigências metabólicas do corpo, o que desencadeia um círculo vicioso de desnutrição cada vez mais grave.
Até que ponto o sistema imunitário fica afectado dependerá do grau e da duração da desnutrição e da presença ou ausência de uma doença subjacente, como o cancro. Quando se recupera um bom estado de nutrição, o sistema imunitário volta rapidamente à normalidade.
A pele e as membranas mucosas que revestem a boca, os olhos e os órgãos genitais são susceptíveis de se infectar. Uma infecção fúngica da boca, juntamente com feridas na boca (úlceras) e inflamação das gengivas, podem ser o primeiro sinal de uma imunidade debilitada. A inflamação ocular (conjuntivite), a perda de cabelo, o eczema grave e a presença de zonas de grandes capilares quebrados por debaixo da pele são sinais de uma possível perturbação por imunodeficiência. As infecções do tracto gastrointestinal podem causar diarreia, grande quantidade de gases e perda de peso.
Nas crianças maiores e nos adultos, o médico revê a história clínica para determinar se um medicamento, a exposição a alguma substância tóxica, uma cirurgia precedente (como uma amigdalectomia ou adenoidectomia) ou outra qualquer perturbação, poderão ter sido a causa. A história sexual também é importante, já que a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), uma causa frequente de disfunção imunitária nos adultos, costuma ser contraída através de contacto sexual. Os recém-nascidos podem ser infectados pelo VIH se a sua mãe também o estiver; as crianças de mais idade podem infectar-se se forem objecto de abusos sexuais.
O tipo de infecção indica ao médico qual é o tipo de imunodeficiência que afecta o indivíduo. Por exemplo, quando as infecções são causadas por certas bactérias como o Streptococcus, é provável que o problema radique no facto de os linfócitos B não produzirem suficientes anticorpos. As infecções graves causadas por vírus, fungos e organismos raros como o Pneumocystis geralmente derivam de problemas com os linfócitos T. As infecções pelas bactérias Staphylococcus e Escherichia coli costumam indicar que os glóbulos brancos fagocíticos (células que matam e ingerem microrganismos invasores) não se deslocam correctamente ou então não podem destruir os gérmenes invasores. As infecções causadas pela bactéria Neisseria costumam indicar problemas no sistema do complemento, um grupo de proteínas do sangue que ajudam o corpo a eliminar a infecção.
A idade em que os problemas começam também é importante. As infecções nos bebés com menos de 6 meses de idade indicam usualmente anomalias nos linfócitos T; as infecções nas crianças de idade superior indicam em regra que existem problemas com a produção de anticorpos e linfócitos B. A imunodeficiência que se inicia na idade adulta raramente é hereditária; uma causa muito mais provável será a SIDA ou outras afecções como a diabetes, a desnutrição, a insuficiência renal ou o cancro.
Para definir a natureza exacta da doença por imunodeficiência é necessário efectuar análises laboratoriais, geralmente do sangue. Em primeiro lugar o médico determina o número total de glóbulos brancos e o número de certos tipos específicos de glóbulos brancos. Os glóbulos brancos são examinados ao microscópio para detectar anomalias no seu aspecto. Verificam-se as concentrações de anticorpos (imunoglobulinas), bem como o número de glóbulos vermelhos e de plaquetas. Podem também quantificar-se os níveis de complemento.
Se algum destes resultados é anormal, efectuam-se provas adicionais. Por exemplo, se o número de linfócitos (um tipo de glóbulo branco) está baixo, o médico pode quantificar as concentrações de linfócitos T e de linfócitos B. As análises laboratoriais podem mesmo determinar que tipo de linfócito T ou B está afectado. Na SIDA, por exemplo, o número de linfócitos CD4 é menor em comparação com o número de linfócitos CD8.
Outra análise de laboratório ajuda a determinar se os glóbulos brancos estão a funcionar com normalidade, medindo a sua capacidade para crescer e dividir-se como resposta a certos estímulos químicos chamados mitogénios. É também possível analisar a sua capacidade para destruir células e organismos estranhos.
A função dos linfócitos T pode ser analisada através de uma prova cutânea em que se verifica a capacidade de reacção do organismo perante substâncias estranhas. Nesta prova injectam-se debaixo da pele pequenas quantidades de proteína provenientes de agentes infecciosos comuns como as leveduras. Normalmente o corpo reage enviando linfócitos T para a zona, que se inflama ligeiramente, se ruboriza e ganha maior temperatura. Esta prova não se efectua antes de a criança ter 2 anos de idade.
As pessoas que sofrem de doenças por imunodeficiência deveriam manter uma alimentação excelente, ter uma boa higiene pessoal, evitar comer alimentos meio crus e estar em contacto com pessoas afectadas de doenças infecciosas. Algumas pessoas só devem beber água mineral. Devem evitar fumar, inalar o fumo de cigarros de outras pessoas e consumir drogas ilegais. O rigoroso cuidado dentário ajuda a evitar infecções na boca. Vacinam-se os indivíduos que são capazes de produzir anticorpos, mas às pessoas com deficiência de linfócitos B ou linfócitos T só se lhes administram vacinas de bactérias ou vírus mortos e não vacinas vivas (como a vacina oral contra a poliomielite, a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola e a vacina do BCG).
Face ao primeiro sinal de infecção administram-se antibióticos. Uma infecção que se agrava rapidamente necessita de atenção médica imediata. Algumas pessoas, em especial as afectadas pela síndroma de Wiskott-Aldrich e as desprovidas de baço, tomam antibióticos de forma preventiva como medida profiláctica antes que surjam infecções. Para evitar a pneumonia é habitual administrar-se trimetoprim-sulfametoxazol.
Os fármacos que estimulam o sistema imunitário, como o levamisol, o inosiplex e as hormonas tímicas, não deram bons resultados no tratamento de pessoas com glóbulos brancos escassos ou de funcionamento deficiente. As baixas concentrações de anticorpos podem ser aumentadas mediante infusões ou injecções de imunoglobulinas, geralmente administradas uma vez por mês. As injecções de interferão gama são úteis no tratamento da doença granulomatosa crónica.
Alguns procedimentos experimentais, como um transplante de células tímicas fetais ou de células hepáticas fetais, deram ocasionalmente bom resultado, em particular em indivíduos afectados pela anomalia de DiGeorge. Na doença de imunodeficiência combinada grave com deficiência da adenosina-desaminase é por vezes possível efectuar uma reposição de enzimas. A terapia genética promete dar bons resultados nesta e em algumas outras afecções congénitas por imunodeficiência nas quais o defeito congénito tenha sido identificado.
O transplante de medula óssea consegue, em certos casos, corrigir um defeito congénito grave do sistema imunitário. Este procedimento permanece habitualmente reservado às perturbações mais graves, como a imunodeficiência combinada grave.
A maioria das pessoas com glóbulos brancos anormais não recebe transfusões sanguíneas, a menos que o sangue do dador tenha antes sido irradiado, dado que os glóbulos brancos do sangue do dador podem atacar os do sangue do receptor, criando assim uma afecção grave que pode chegar a ser mortal (doença do enxerto versus hospedeiro).
Os indivíduos pertencentes a famílias portadoras de genes de imunodeficiências hereditárias devem procurar aconselhamento profissional para evitar ter filhos com a mesma alteração. A agamaglobulinemia, a síndroma de Wiskott-Aldrich, a doença de imunodeficiência combinada grave e a doença granulomatosa crónica são algumas dessas afecções que podem ser diagnosticadas no feto retirando uma amostra do líquido amniótico ou do sangue fetal. Para várias destas doenças, os pais ou irmãos podem ser submetidos a análises para determinar se são portadores do gene defeituoso.
As infecções frequentes e graves (tenham elas lugar num recém-nascido, numa criança ou num adulto) que não respondem imediatamente aos antibióticos sugerem a existência de um problema do sistema imunitário. Alguns problemas do sistema imunitário derivam também para cancros raros ou infecções inabituais por vírus, fungos ou bactérias.
Causas
A imunodeficiência pode estar presente desde o nascimento (imunodeficiência congénita) ou pode desenvolver-se com a passagem dos anos. As perturbações por imunodeficiência presentes desde a altura do nascimento costumam ser hereditárias. Apesar de não serem muito frequentes, conhecem-se mais de 70 doenças hereditárias distintas por imunodeficiência. Em algumas delas, o número de glóbulos brancos diminui; noutras, o número é normal, mas os glóbulos brancos funcionam mal. Num terceiro grupo, os glóbulos brancos não se encontram afectados, porém outros componentes do sistema imunitário são anormais ou faltam. A imunodeficiência que se verifica numa idade mais avançada (imunodeficiência adquirida) costuma ser causada por uma doença. A imunodeficiência adquirida é muito mais frequente do que a imunodeficiência congénita. Algumas doenças causam apenas uma ligeira deterioração do sistema imunitário, ao passo que outras podem destruir a capacidade do corpo para combater a infecção. A infecção causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), que desemboca na síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA) é muito conhecida. (Ver secção 17, capítulo 187) O vírus ataca e destrói os glóbulos brancos que normalmente combatem as infecções virais e fúngicas. Contudo, muitas e diversas afecções podem enfraquecer o sistema imunitário. Na realidade, quase toda a doença grave prolongada afecta em certa medida o sistema imunitário.
Os indivíduos que sofrem de problemas no baço têm um certo grau de imunodeficiência. O baço não só ajuda a capturar e destruir bactérias e outros organismos que penetram na corrente sanguínea, como é também um dos centros do corpo humano onde se fabricam anticorpos. O sistema imunitário fica afectado quando o baço é extraído ou quando ele é destruído por uma doença, como a drepanocitose. As pessoas que não possuem baço, especialmente se forem crianças, são particularmente susceptíveis a certas infecções bacterianas, como as causadas por Haemophilus influenzae, Escherichia coli e Streptococcus. Às crianças que não têm baço deveriam ser administradas vacinas antipneumocócicas e meningocócicas, para além das vacinas que habitualmente são aplicadas na infância. As crianças pequenas que não têm baço tomam continuamente antibióticos durante pelo menos os cinco primeiros anos da sua vida. Todo o indivíduo afectado por uma deficiência no baço deveria tomar antibióticos ao primeiro sinal de uma infecção com febre.
A desnutrição também pode afectar gravemente o sistema imunitário. A desnutrição pode implicar uma deficiência de todos os nutrientes, ou apenas de proteínas e de certas vitaminas e minerais (especialmente vitamina A, ferro e zinco). Quando a desnutrição resulta num peso corporal 80 % inferior ao peso ideal, o sistema imunitário é afectado. Quando o peso se reduz a menos de 70 % do ideal, o sistema imunitário fica em regra gravemente afectado. As infecções, que são frequentes nas pessoas com sistemas imunitários debilitados, suprimem o apetite e aumentam as exigências metabólicas do corpo, o que desencadeia um círculo vicioso de desnutrição cada vez mais grave.
Até que ponto o sistema imunitário fica afectado dependerá do grau e da duração da desnutrição e da presença ou ausência de uma doença subjacente, como o cancro. Quando se recupera um bom estado de nutrição, o sistema imunitário volta rapidamente à normalidade.
Sintomas
Num ano, a maioria das crianças saudáveis contraem, em média, seis ou mais infecções pouco importantes na árvore respiratória, em particular quando estão em contacto com outras crianças. Por contraste, as crianças com imunidade deficiente contraem infecções bacterianas graves que persistem, recidivam ou criam complicações. Por exemplo, essas crianças costumam apresentar infecções dos seios, infecções crónicas do ouvido e bronquite crónica a seguir a qualquer dor de garganta ou constipação. A pele e as membranas mucosas que revestem a boca, os olhos e os órgãos genitais são susceptíveis de se infectar. Uma infecção fúngica da boca, juntamente com feridas na boca (úlceras) e inflamação das gengivas, podem ser o primeiro sinal de uma imunidade debilitada. A inflamação ocular (conjuntivite), a perda de cabelo, o eczema grave e a presença de zonas de grandes capilares quebrados por debaixo da pele são sinais de uma possível perturbação por imunodeficiência. As infecções do tracto gastrointestinal podem causar diarreia, grande quantidade de gases e perda de peso.
Diagnóstico
De início pode revelar-se difícil diagnosticar um problema hereditário do sistema imunitário. Quando repetidas vezes se verificam infecções graves ou raras, quer em crianças quer em adultos, o médico pode suspeitar de que se trata de uma doença por imunodeficiência. Como as afecções por imunodeficiência nas crianças pequenas costumam ser hereditárias, a presença de infecções recorrentes noutras crianças da família é uma chave importante. As infecções por agentes comuns que normalmente não fariam adoecer as pessoas, como o Pneumocystis ou o citomegalovírus, sugerem um problema do sistema imunitário. Nas crianças maiores e nos adultos, o médico revê a história clínica para determinar se um medicamento, a exposição a alguma substância tóxica, uma cirurgia precedente (como uma amigdalectomia ou adenoidectomia) ou outra qualquer perturbação, poderão ter sido a causa. A história sexual também é importante, já que a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), uma causa frequente de disfunção imunitária nos adultos, costuma ser contraída através de contacto sexual. Os recém-nascidos podem ser infectados pelo VIH se a sua mãe também o estiver; as crianças de mais idade podem infectar-se se forem objecto de abusos sexuais.
O tipo de infecção indica ao médico qual é o tipo de imunodeficiência que afecta o indivíduo. Por exemplo, quando as infecções são causadas por certas bactérias como o Streptococcus, é provável que o problema radique no facto de os linfócitos B não produzirem suficientes anticorpos. As infecções graves causadas por vírus, fungos e organismos raros como o Pneumocystis geralmente derivam de problemas com os linfócitos T. As infecções pelas bactérias Staphylococcus e Escherichia coli costumam indicar que os glóbulos brancos fagocíticos (células que matam e ingerem microrganismos invasores) não se deslocam correctamente ou então não podem destruir os gérmenes invasores. As infecções causadas pela bactéria Neisseria costumam indicar problemas no sistema do complemento, um grupo de proteínas do sangue que ajudam o corpo a eliminar a infecção.
A idade em que os problemas começam também é importante. As infecções nos bebés com menos de 6 meses de idade indicam usualmente anomalias nos linfócitos T; as infecções nas crianças de idade superior indicam em regra que existem problemas com a produção de anticorpos e linfócitos B. A imunodeficiência que se inicia na idade adulta raramente é hereditária; uma causa muito mais provável será a SIDA ou outras afecções como a diabetes, a desnutrição, a insuficiência renal ou o cancro.
Para definir a natureza exacta da doença por imunodeficiência é necessário efectuar análises laboratoriais, geralmente do sangue. Em primeiro lugar o médico determina o número total de glóbulos brancos e o número de certos tipos específicos de glóbulos brancos. Os glóbulos brancos são examinados ao microscópio para detectar anomalias no seu aspecto. Verificam-se as concentrações de anticorpos (imunoglobulinas), bem como o número de glóbulos vermelhos e de plaquetas. Podem também quantificar-se os níveis de complemento.
Se algum destes resultados é anormal, efectuam-se provas adicionais. Por exemplo, se o número de linfócitos (um tipo de glóbulo branco) está baixo, o médico pode quantificar as concentrações de linfócitos T e de linfócitos B. As análises laboratoriais podem mesmo determinar que tipo de linfócito T ou B está afectado. Na SIDA, por exemplo, o número de linfócitos CD4 é menor em comparação com o número de linfócitos CD8.
Outra análise de laboratório ajuda a determinar se os glóbulos brancos estão a funcionar com normalidade, medindo a sua capacidade para crescer e dividir-se como resposta a certos estímulos químicos chamados mitogénios. É também possível analisar a sua capacidade para destruir células e organismos estranhos.
A função dos linfócitos T pode ser analisada através de uma prova cutânea em que se verifica a capacidade de reacção do organismo perante substâncias estranhas. Nesta prova injectam-se debaixo da pele pequenas quantidades de proteína provenientes de agentes infecciosos comuns como as leveduras. Normalmente o corpo reage enviando linfócitos T para a zona, que se inflama ligeiramente, se ruboriza e ganha maior temperatura. Esta prova não se efectua antes de a criança ter 2 anos de idade.
Prevenção e tratamento
Algumas das doenças que enfraquecem o sistema imunitário com a passagem dos anos podem ser evitadas ou então receber tratamento. Por exemplo, o controlo rígido das concentrações de açúcar no sangue dos diabéticos ajuda a melhorar a capacidade de os glóbulos brancos prevenirem as infecções. Se um determinado tumor receber o tratamento adequado, provavelmente recuperar-se-á o funcionamento do sistema imunitário. A prática do sexo com medidas de segurança evita a propagação do VIH (o vírus que provoca a SIDA). O cuidado na dieta pode evitar as perturbações imunitárias que resultam da desnutrição. As pessoas que sofrem de doenças por imunodeficiência deveriam manter uma alimentação excelente, ter uma boa higiene pessoal, evitar comer alimentos meio crus e estar em contacto com pessoas afectadas de doenças infecciosas. Algumas pessoas só devem beber água mineral. Devem evitar fumar, inalar o fumo de cigarros de outras pessoas e consumir drogas ilegais. O rigoroso cuidado dentário ajuda a evitar infecções na boca. Vacinam-se os indivíduos que são capazes de produzir anticorpos, mas às pessoas com deficiência de linfócitos B ou linfócitos T só se lhes administram vacinas de bactérias ou vírus mortos e não vacinas vivas (como a vacina oral contra a poliomielite, a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola e a vacina do BCG).
Face ao primeiro sinal de infecção administram-se antibióticos. Uma infecção que se agrava rapidamente necessita de atenção médica imediata. Algumas pessoas, em especial as afectadas pela síndroma de Wiskott-Aldrich e as desprovidas de baço, tomam antibióticos de forma preventiva como medida profiláctica antes que surjam infecções. Para evitar a pneumonia é habitual administrar-se trimetoprim-sulfametoxazol.
Os fármacos que estimulam o sistema imunitário, como o levamisol, o inosiplex e as hormonas tímicas, não deram bons resultados no tratamento de pessoas com glóbulos brancos escassos ou de funcionamento deficiente. As baixas concentrações de anticorpos podem ser aumentadas mediante infusões ou injecções de imunoglobulinas, geralmente administradas uma vez por mês. As injecções de interferão gama são úteis no tratamento da doença granulomatosa crónica.
Alguns procedimentos experimentais, como um transplante de células tímicas fetais ou de células hepáticas fetais, deram ocasionalmente bom resultado, em particular em indivíduos afectados pela anomalia de DiGeorge. Na doença de imunodeficiência combinada grave com deficiência da adenosina-desaminase é por vezes possível efectuar uma reposição de enzimas. A terapia genética promete dar bons resultados nesta e em algumas outras afecções congénitas por imunodeficiência nas quais o defeito congénito tenha sido identificado.
O transplante de medula óssea consegue, em certos casos, corrigir um defeito congénito grave do sistema imunitário. Este procedimento permanece habitualmente reservado às perturbações mais graves, como a imunodeficiência combinada grave.
A maioria das pessoas com glóbulos brancos anormais não recebe transfusões sanguíneas, a menos que o sangue do dador tenha antes sido irradiado, dado que os glóbulos brancos do sangue do dador podem atacar os do sangue do receptor, criando assim uma afecção grave que pode chegar a ser mortal (doença do enxerto versus hospedeiro).
Os indivíduos pertencentes a famílias portadoras de genes de imunodeficiências hereditárias devem procurar aconselhamento profissional para evitar ter filhos com a mesma alteração. A agamaglobulinemia, a síndroma de Wiskott-Aldrich, a doença de imunodeficiência combinada grave e a doença granulomatosa crónica são algumas dessas afecções que podem ser diagnosticadas no feto retirando uma amostra do líquido amniótico ou do sangue fetal. Para várias destas doenças, os pais ou irmãos podem ser submetidos a análises para determinar se são portadores do gene defeituoso.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
sistema imunológico é enganado de modo a aceitar transplantes de dadores não compatíveis
Será que existe uma maneira de fazer o corpo deixar de rejeitar um
órgão doado, evitando que o paciente precise ficar a vida inteira
tomando remédios para controlar os efeitos dessa rejeição? Uma mulher
americana de 47 anos, que há dois recebeu um transplante de rim, já está
totalmente livre destes medicamentos.
O principal desafio de um receptor de órgãos é lidar com o próprio
sistema imunológico ao aceitar um corpo externo no organismo. Os
remédios que geralmente eles são obrigados a tomar têm uma série de
possíveis efeitos colaterais, tais como infecções, pressão alta,
diabetes, doenças do coração e até câncer.
Já em 1960, dois cientistas britânicos venceram o Prêmio Nobel por
descobrir como animais poderiam ser treinados para tolerar tecidos
externos. Para que isso fosse uma realidade também em humanos, no
entanto, passou um longo tempo.
O procedimento atual é conhecido como “quimerismo”. Sua ideia
principal é dar um jeito de fazer as células do sistema imunológico do
doador e do receptor coexistirem de forma pacífica. Isso é feito através
de uma manipulação na medula óssea, na qual as células tronco são
submetidas a uma quimioterapia. É o que foi feito com Lindsey Porter, a
paciente de Chicago (EUA).
Este mecanismo serve para que as células sejam reduzidas ao estado
mais “adaptável” possível. Quando o órgão novo é implantado no corpo, a
medula volta ao seu estado normal com as células já familiarizadas com o
novo órgão. Depois do transplante, o paciente toma remédios anti
rejeição por precaução, mas a tendência é que as doses diminuam até
serem desnecessárias.
Como se trata de um método novo, não está livre de riscos. Alguns
cientistas apontam o fato de que a aplicação de uma quimioterapia na
medula óssea torna boa parte do organismo altamente vulnerável por algum
tempo, o que pode gerar um problema futuro ainda maior. Mas os
pesquisadores também já trabalham na superação desta fragilidade. fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/sistema-imunologico.htm
combater o envelhecimento, será isto possível?
Novas pistas sobre o processo de envelhecimento
Equipa internacional dirigida por português
faz importante descoberta
sobre os telómeros
2012-03-02
Por Luísa Marinho
João Passos
Os telómeros encontram-se nas extremidades dos cromossomas e apresentam-se segundo uma estrutura que confere protecção ao material genético de sofrer dados durante a divisão celular. Estes danos são factores importantes no processo de envelhecimento celular.
Em conversa com o «Ciência Hoje», João
Passos, explica que já se sabia que “os telómeros afectam o
envelhecimento, pois vão encurtando com o tempo. Se os medissemos conseguríamos
obter a idade celular”.
O que se percebeu agora é que “os telómeros são particularmente susceptíveis a danos no DNA e que o dano induzido por stress aos telómeros, até mesmo os mais longos, é irreparável”.
A investigação “envolveu experiências
com células de ratinhos que têm telómeros muito longos. Foram expostas a
elementos de stress, ou seja, agentes que danificam o DNA”. Percebeu-se
então que os telómeros ficaram danificados o que impede que as células sejam
capazes de se regenerar. Além disso,“produzem moléculas inflamatórias
que estão ligadas ao envelhecimento e a doenças”.
Uma das maneiras de tentar resolver estes problemas é eliminar as células senescentes dos tecidos. “Isto já foi feito (está descrito num artigo recente de investigadores da Mayo Clinic) e levou a uma melhoria na formação dos tecidos, indica o investigador. Outra das hipóteses é eliminar a inflamação”.
Outra ideia seria reparar os telómeros para que as células se continuassem a dividir. No entanto, “este caminho é perigoso”, considera, pois a razão “porque as células não se dividem pode ser por defesa, para impedir que células que possam provocar cancro se espalhem”.
A equipa liderada por João Passos é multinacional. O investigador refere que Francisco Marques (Universidade de Newcastle) e Clara Correia-Melo (Programa Doutoral GABBA da Universidade do Porto em colaboração com a Universidade de Newcastle) dois estudantes de doutoramento portugueses tiveram contribuições importantes neste trabalho.
Artigo: Telomeres are favoured targets of a persistent DNA damage response in ageing and stress-induced senescence
O que se percebeu agora é que “os telómeros são particularmente susceptíveis a danos no DNA e que o dano induzido por stress aos telómeros, até mesmo os mais longos, é irreparável”.
Nas experiências foram analisadas células de ratinhos
com telómeros longos
Uma das maneiras de tentar resolver estes problemas é eliminar as células senescentes dos tecidos. “Isto já foi feito (está descrito num artigo recente de investigadores da Mayo Clinic) e levou a uma melhoria na formação dos tecidos, indica o investigador. Outra das hipóteses é eliminar a inflamação”.
Outra ideia seria reparar os telómeros para que as células se continuassem a dividir. No entanto, “este caminho é perigoso”, considera, pois a razão “porque as células não se dividem pode ser por defesa, para impedir que células que possam provocar cancro se espalhem”.
A equipa liderada por João Passos é multinacional. O investigador refere que Francisco Marques (Universidade de Newcastle) e Clara Correia-Melo (Programa Doutoral GABBA da Universidade do Porto em colaboração com a Universidade de Newcastle) dois estudantes de doutoramento portugueses tiveram contribuições importantes neste trabalho.
Artigo: Telomeres are favoured targets of a persistent DNA damage response in ageing and stress-induced senescence
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Doenças e desequílibrios do sistema imunitário

Doenças e Desequilíbrios
Cada indivíduo é um ser único. Existe, no entanto, uma multiplicidade de causas químicas e biológicas que podem violar a privacidade de cada ser, sendo muitas delas agressivas.
Um dos elementos fundamentais que nos protege contra estas causas é o sistema imunitário que preserva a integridade do corpo humano face ao seu ambiente, tendo um papel primordial na defesa contra agentes infecciosos ou parasitários. Também previne certas desordens internas, nomeadamente, destruindo células tumorais.
Esses “combates” permanentes têm de ser controlados para que não se virem contra a própria pessoa. A intensidade das reacções imunitárias deve ser ajustada, ou seja, deve ser suficientemente intensa para a eliminar os agentes patogénicos, mas não em demasia, de modo a não prejudicar o indivíduo. Além disso, deve ser específica e adaptada a um destes agentes.
O sistema imunitário, contudo, ao desenvolver múltiplas acções complexas, pode desregular-se ou possuir alguma deficiência. Estas situações tornam o indivíduo muito vulnerável a infecções ou conduzem a reacções violentas contra elementos do ambiente normalmente tolerados.
Alergias As alergias são um problema cada vez maior no mundo actual, muito disseminadas entre a população mundial e que, cada vez mais, e de forma mais violenta, afectam indivíduos mais jovens, principalmente, nas grandes cidades, onde os índices de respirabilidade do ar se têm vindo a degradar de ano para ano.
Esta epidemia da civilização moderna deve-se, em parte, à obsessão pela limpeza. Isto faz com que, desde a infância, o corpo não seja suficientemente exposto à sujidade (de modo a estimular o sistema imunitário) e responda de forma inapropriada perante qualquer substância estranha, chamada alergénio. As substâncias alergénicas são, em regra, substâncias inofensivas, presentes no ambiente, que se comportam como antigénios (componentes moleculares estranhos que estimulam uma resposta imunitária específica) para algumas pessoas Contudo, a maioria das alergias tem origem alimentar. Na maioria dos casos, os alergénios são produtos usados na nossa dieta diária (ovos, leite, cereais como o trigo e o centeio, entre outros). Quanto maior for a quantidade proteica presente num determinado alimento, maior será a possibilidade deste desencadear uma reacção alérgica. Isto deve-se ao facto de, quanto maior for a proteína, mais difícil se torna a sua digestão. Assim, muitas vezes, entram proteínas inteiras na circulação sanguínea, podendo, desta forma, ser i
nterpretadas pelo organismo como corpos estranhos, e combatidas como tal, libertando-se para o efeito determinadas substâncias como, por exemplo, a histamina, e desencadeando uma reacção alérgica.
nterpretadas pelo organismo como corpos estranhos, e combatidas como tal, libertando-se para o efeito determinadas substâncias como, por exemplo, a histamina, e desencadeando uma reacção alérgica. A reacção alérgica acontece em duas fases (Fig.1):
· Fase de sensibilização
· Resposta secundária.
Na 1ª exposição a um alergénio o sistema imunitário enfraquece. Nas posteriores exposições, ocorre uma reacção alérgica que pode ir de uma erupção cutânea a diversos problemas respiratórios. Existem diversos tipos de reacções alérgicas e que variam de pessoa para pessoa.
Podemos, então, definir a alergia como uma resposta exagerada do sistema imunitário a uma substância estranha ao organismo, ou seja, uma hipersensibilidade imunitária a um estímulo externo ou interno específico.
As reacções alérgicas podem manifestar-se de imediato (hipersensibilidade imediata), havendo um tipo mais frequente chamado choque anafilático, ou num período mais prolongado, após o contacto com o alergénio (hipersensibilidade tardia), dividindo-se, também, em três importantes tipos: citotóxico, imunocomplexos e celular.
A Hipersensibilidade imediata ocorre quando um dado indivíduo produz grandes quantidades de imunoglobulina E (IgE) de forma a proteger-se de grãos de pólen, por exemplo. Os mastócitos (nos tecidos) e os basófilos (no sangue) ligam-se à IgE, fazendo com que haja libertação de histamina. Esta provoca sintomas como a vasodilatação, a inflamação e dificuldades respiratórias. Se uma reacção alérgica não for tratada com um anti-histamínico pode mesmo provocar a morte nas situações mais graves, devendo ser efectuados testes de detecção de sensibilidades. Tipo I ou Choque anafilático é uma reacção alérgica intensa que ocorre minutos após a exposição a um alergénio (aproximadamente um quarto de hora depois). Esta reacção é mediada por determinadas substâncias como a histamina, em células da mucosa respiratória, mucosa intestinal e epiderme, e por determinados leucócitos (mastócitos e basófilos). À medida que a reacção progride, algumas substâncias com alto poder inflamatório são sintetizadas. Quando ocorre um choque anafilático, na maioria dos casos, o indivíduo fica lívido, com a pele fria, sente uma ansiedade extrema, podendo mesmo desmaiar.
A Hipersensibilidade tardia leva mais de 12 horas a manifestar-se à exposição ao alergénio. Neste caso, o alergénio é processado por células apresentadoras de antigénios e é iniciada uma resposta mediada por células. Esta resposta pode ser tão intensa que a quantidade de citocina libertada é capaz de activar macrófagos e lesionar tecidos. (Ex: quando bactérias que causam a tuberculose colonizam os pulmões.)
Tipo II ou Citotóxico é uma reacção que ocorre, por exemplo, em algumas doenças auto-imunes como a tiróidite, onde a pessoa forma anticorpos contra elementos (órgãos e tecidos) de si próprio. São bons exemplos disso a rinite alérgica, certos tipos de asma brônquica aguda, ou reacções alérgicas a drogas.
Tipo III ou Imunocomplexos é uma reacção que se caracteriza pela formação de complexos antigénio - anticorpo (imunocomplexos), os quais se depositam em tecidos ou entram na circulação sanguínea. Os imunocomplexos atraem mediadores da inflamação, o que determina lesões localizadas em certos órgãos ou espalhadas por todo o corpo.
Tipo IV ou Celular é uma reacção mediada por linfócitos e seus produtos, as linfocinas, libertadas mediante o contacto com o antigénio, cujo exemplo típico é a reacção tuberculínica, encontrando-se este mecanismo também na rejeição de transplantes e nas chamadas dermatites de contacto.
As doenças alérgicas mais frequentes desencadead
as por estas reacções são:
as por estas reacções são: Edema de Quincke. (Fig.2) A principal complicação relacionada com o edema de Quincke é a respiratória, que surge bruscamente e se caracteriza por um inchaço considerável (edema) na pele, cara e mucosas da boca e garganta. O risco de asfixia é elevado devido ao inchaço da glote, sendo, portanto, o tratamento muitíssimo urgente.
Eczema. Surge quando há uma inflamação na pele que provoca prurido (comichão). Nem todos os eczemas são de orig
em alérgica, mas nesta situação destacam-se três variantes:
em alérgica, mas nesta situação destacam-se três variantes: · . Eczema do lactente. (Fig. 3) Manifesta-se entre o 3º e o 4º mês de vida, e normalmente cura-se de forma espontânea. É, muitas vezes, hereditário.
. Eczema constitucional. É um tipo crónico de eczem
a que se pode formar na infância ou mesmo na idade adulta, estando ligado a uma alergia semitardia. Também pode ter origem hereditária.
a que se pode formar na infância ou mesmo na idade adulta, estando ligado a uma alergia semitardia. Também pode ter origem hereditária. · Eczema de contacto. (Fig.4) Tem origem num alergénio fixo à pele ou a uma mucosa. De início, encontra-se localizado. Todavia, tem tendência a alastrar.
Urticária. (Fig.5) É uma erupção cutânea súbita. Apesar de poder ser confundida com o eczema, o prurido é fácil de discernir (sensação de dor aguda, semelhante à picada de urtiga, daí o nome). Asma. Divide-se em dois tipos: asma atópica e não atópica:
· Asma atópica – Imunologicamente, é uma hipersensibilidade semitardia a anticorpos circulantes, manifestando-se após a fixação de um determinado alergénio no chamado órgão – alvo, ou seja, no tecido que recebe o alergénio (preferencialmente a mucosa brônquica).
· Asma não atópica – Surge em indivíduos de idade mais avançada e pode não ter a alergia como causa inicial. Quando intervém a alergia o fenómeno imunitário é uma hipersensibilidade tecidular
Doenças auto – imunes
As doenças auto – imunes resultam de uma reacção de hipersensibilidade do sistema imunitário contra antigénios próprios.
Cada indivíduo possui antigénios no seu organismo. Os linfócitos que se formam no indivíduo têm, normalmente, tolerância para com estes antigénios. Quando os linfócitos que se formam não possuem essa tolerância para com o próprio (self) são eliminados ou ficam inactivos.
O timo, órgão linfóide principal e local onde são formados os linfócitos T, serve de crivo, só deixando passar os linfócitos com pouca ou sem afinidade para a self. O mesmo acontece na medula óssea vermelha onde são formados os linfócitos B.
Diversas causas podem, contudo, romper com esta tolerância, ficando o organismo a produzir anticorpos e linfócitos sensibilizados contra alguns dos seus próprios tecidos, provocando a lesão e alteração das funções dessas células.
Existem vários tipos de doenças auto – imunes, cujos sintomas se relacionam com o tipo de tecido que é atacado e destruído pelo sistema imunitário do próprio organismo.
São exemplos de doenças auto – imunes:
Esclerose múltipla. Surge quando os linfó
citos T destroem a bainha de mielina dos neurónios. (Fig.6) Assim, o axónio fica descoberto, perturbando a propagação do impulso saltatório, que nas pessoas saudáveis se dá entre os Nódulos de Ranvier, causando
grandes alterações na transmissão do impulso nervoso. Os sintomas incluem vários transtornos neurológicos
citos T destroem a bainha de mielina dos neurónios. (Fig.6) Assim, o axónio fica descoberto, perturbando a propagação do impulso saltatório, que nas pessoas saudáveis se dá entre os Nódulos de Ranvier, causando
grandes alterações na transmissão do impulso nervoso. Os sintomas incluem vários transtornos neurológicos Artrite reumatóide. (Fig.7) É uma doença que provoca a destruição da cartilagem articular pelo sistema imunitário, o que causa deformações das articulações. Os pés e as mãos são as zonas mais afectadas.
Lúpus. As pessoas que apresentam esta doença desenvolvem anticorpos que reagem contra as suas próprias células normais, podendo, consequentemente,
afectar a pele, as articulações, rins e outros órgãos.
afectar a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Diabetes insulinodependentes. (Fig.8) As pessoas que são afectadas com esta doença manifestam anticorpos que destroem as células das ilhotas de Langerhans, na superfície do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Psoriase. (Fig. 9) É uma doença incurável, crónica e hiperproliferativa da pele, de etiologia desconhecida. Manifesta-se com a inflamação nas células da pele,
chamadas queratonócitos, provocando o aumento exagerado da sua produção, que se acumula na superfície formando placas avermelhadas de escamação esbranquiçadas ou prateadas. O sistema de defesa local, formado pelo linfócitos T, é activado como se a região cutânea tivesse sido agredida. Em consequência, libertam substâncias mediadoras da inflamação, chamadas citocinas que aceleram o ritmo de proliferação das células da pele.
chamadas queratonócitos, provocando o aumento exagerado da sua produção, que se acumula na superfície formando placas avermelhadas de escamação esbranquiçadas ou prateadas. O sistema de defesa local, formado pelo linfócitos T, é activado como se a região cutânea tivesse sido agredida. Em consequência, libertam substâncias mediadoras da inflamação, chamadas citocinas que aceleram o ritmo de proliferação das células da pele. Tiróidite de Hashimoto é a forma mais comum das tiróidites, onde os anticorpos do indivíduo lutam contra as células da tiróide. Em muitos casos, a tiróidite de Hashimoto resulta em hipotireoidismo, podendo, na sua fase mais avançada, causar hipertireoidismo. Fisiologicamente, os anticorpos causam uma destruição gradual dos folículos da tiróide. A doença pode ser detectada clinicamente por análises sanguíneas, procurando a presença desses anticorpos no sangue.
Miastenia Gravis é uma doença crónica que causa fraqueza e fadiga anormalmente rápida dos músculos voluntários. A fraqueza é causada por um defeito na transmissão dos impulsos dos nervos para os músculos. Esta transmissão é normalmente feita por uma substância, a acetilcolina, na junção neuromuscular, provocando uma contracção do músculo. Na Miastenia Gravis, o número de receptores da acetilcolina ou sítios nos quais a substância pode ser recebida encontram-se reduzidos, uma vez que há um ataque dos receptores da acetilcolina, por anticorpos, produzidos pelo sistema imunitário do próprio indivíduo.
Vasculite (Fig.10)
é uma inflamação do vaso sanguíneo que provoca, geralmente, danos no revestimento dos vasos: estreitamento ou obstrução, limitando ou interrompendo o fluxo sanguíneo. Os tecidos abastecidos pelos vasos afectados ficam igualmente danificados ou destruídos por isquemia (falta de abastecimento sanguíneo e, consequentemente, de oxigénio).
é uma inflamação do vaso sanguíneo que provoca, geralmente, danos no revestimento dos vasos: estreitamento ou obstrução, limitando ou interrompendo o fluxo sanguíneo. Os tecidos abastecidos pelos vasos afectados ficam igualmente danificados ou destruídos por isquemia (falta de abastecimento sanguíneo e, consequentemente, de oxigénio). Síndrome de Sjögren ou síndrome de Goujerot-Sjögren é uma desordem auto--imune em que as células imunitárias atacam e destroem os ductos das glândulas lacrimais e salivares.
Vitiligo ou leucoderma (Fig.11) é a perda da pigment
ação da pele, devido ao ataque auto-imune sistema imunitário do indivíduo aos melanócitos. O vitiligo, geralmente, começa na fase adulta com manchas de pele despigmentada aparecendo nas extremidades. As manchas podem crescer ou permanecer com tamanho constante. Ocasionalmente, pequenas áreas podem repigmentar quando forem recolonizadas por melanócitos.
ação da pele, devido ao ataque auto-imune sistema imunitário do indivíduo aos melanócitos. O vitiligo, geralmente, começa na fase adulta com manchas de pele despigmentada aparecendo nas extremidades. As manchas podem crescer ou permanecer com tamanho constante. Ocasionalmente, pequenas áreas podem repigmentar quando forem recolonizadas por melanócitos. quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Alimentos Transgénicos sim ou não?
Você já deve ter ouvido falar na sigla OGM, que quer dizer Organismo Geneticamente Modificado; ou, simplesmente transgênico. Especificamente, trata-se de um ser vivo cuja estrutura genética (a parte da célula onde está armazenado o código da vida), foi alterada pela inserção de genes de outro organismo, de modo a atribuir ao receptor características não programadas pela natureza. Uma planta que produz uma toxina antes só encontrada numa bactéria. Um microorganismo capaz de processar insulina humana.
Um grão acrescido de vitaminas e sais minerais que sua espécie não possuía. Tudo isso é OGM.
A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia de DNA em determinados lugares, inserindo segmentos de outros organismos costurando a seqüência novamente. Os cientistas podem "cortar" e "colar" genes de um organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que ela produza toxinas contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o desenvolvimento dos genes.
Os alimentos transgênicos são produtos da biotecnologia, que é uma ciência que, em termos gerais desenvolve produtos por meio de processos biológicos, como por exemplo a alteração genética de espécies através da tecnologia do DNA recombinante. Esta alteração ocorre entre espécies diferentes presentes na natureza e como objetivo de melhorar as características do organismo em estudo. A soja e o milho são exemplos de alimentos geneticamente modificados que estão sendo comercializados no mundo e já existem outros, como mamão, o feijão e o cacau, que ainda estão em estudo. Porém, a grande novidade é o arroz dourado, contendo beta-caroteno – precursor da vitamina A – e o tomate rico em licopeno.
Já foram permitidos nos EUA certas variedades de tomate, soja, algodão, milho, canola e batata. O plantio comercial intensivo também é feito na Argentina, Canadá e China. Na Europa, foi autorizada a comercialização de fumo, soja, canola, milho e chicória, (só o milho é plantado em escala comercial na França, Espanha e Alemanha).
Estima-se que aproximadamente 60% dos alimentos processados contenham algum derivado de soja transgênica e que 30% tenham ingredientes de milho transgênico. Porém, como a maioria destes produtos não estão rotulados, é impossível saber o quanto de alimentos transgênicos está presente em nossa mesa. Em grande parte do mundo os governos nem sequer são notificados se o milho ou a soja que eles importam dos EUA são produtos de um cultivo transgênico ou não.
VANTAGENS DOS TRANSGÉNICOS
- O alimento pode ser enriquecido com um componente nutricional essencial. Um feijão geneticamente modificado por inserção de gene da castanha do Para passa produzir metionina, um aminoácido essencial para a vida. Um arroz geneticamente modificado produz vitamina A;
- O alimento pode ter a função de prevenir, reduzir ou evitar riscos de doenças, através de plantas geneticamente modificadas para produzir vacinas, ou iogurtes fermentados com microorganismo geneticamente modificados que estimulem o sistema imunológico;
- A planta pode resistir ao ataque de insetos, seca ou geada. Isso garante estabilidade dos preços e custos de produção. Um microorganismo geneticamente modificado produz enzimas usadas na fabricação de queijos e pães o que reduz o preço deste ingrediente; Sem falar ainda que aumenta o grau de pureza e a especificidade do ingrediente e permite maior flexibilidade para as indústrias;
- Aumento da produtividade agrícola através do desenvolvimento de lavouras mais produtivas e menos onerosas, cuja produção agrida menos o meio ambiente.
DESVANTAGENS DOS TRANSGÉNICOS
- 1. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afetados.
- 2. Os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. A engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza – fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.
- 3. A uniformidade genética leva a uma maior vulnerabilidade do cultivo porque a invasão de pestes, doenças e ervas daninha sempre é maior em áreas que plantam o mesmo tipo de cultivo. Quanto maior for a variedade (genética) no sistema da agricultura, mais este sistema estará adaptado para enfrentar pestes, doenças e mudanças climáticas que tendem a afetar apenas algumas variedades.
- 4. Organismos antes cultivados para serem usados na alimentação estão sendo modificados para produzirem produtos farmacêuticos e químicos. Essas plantas modificadas poderiam fazer uma polinização cruzada com espécies semelhantes e, deste modo, contaminar plantas utilizadas exclusivamente na alimentação.
- 5. Os alimentos transgênicos poderiam aumentar as alergias. Muitas pessoas são alérgicas a determinados alimentos em virtude das proteínas que elas produzem. Há evidências de que os cultivos transgênicos podem proporcionar um potencial aumento de alergias em relação a cultivos convencionais.
Dopagem genética
"Nós criamos um rato com o dobro de glóbulos vermelhos"
" Mas só viveu metade do tempo"
será a dopagem genética benéfica para o futuro?
O que é doping genético?
Em vez de tomar uma substância que melhore seu desempenho, no doping genético o atleta recebe um DNA transgênico que força seu próprio corpo a produzir a substância desejada.
"O processo de inserção de genes individuais em células específicas do corpo vem da ideia de curar doenças graves. Imaginava-se que só seria possível detectar o doping genético pela transferência de genes usando um procedimento analítico indireto extremamente dispendioso no campo da medicina molecular," explicou o professor Michael Bitzer, coautor da pesquisa.
O DNA transgênico - ou DNAt - não se origina da pessoa que está sendo examinada, mas é transferido para o seu corpo - muitas vezes usando vírus (vetor) como meio de transporte - para criar substâncias que melhorem o desempenho, tais como a eritropoietina (EPO), para a formação de glóbulos vermelhos.
"O corpo de um atleta dopado geneticamente produz sozinho os hormônios que melhoram o desempenho, sem a necessidade de introduzir substâncias estranhas ao corpo. Ao longo do tempo, o corpo torna-se seu próprio fornecedor de doping", explicou Simon.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=doping-genetico&id=5692
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=doping-genetico&id=5692
Subscrever:
Mensagens (Atom)



