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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Como calcular a sua pegada ecológica

A Calculadora da Pegada Ecológica consiste num programa informático que faz o cruzamento das respostas a um questionário simples sobre as opções e hábitos de consumo, com outras variáveis como o local do Planeta, ou o número de habitantes da Cidade em que se vive, sendo atribuído um resultado final, em hectares globais. Este resultado representa a parcela do Planeta necessária para manter o actual estilo de vida da pessoa - a sua Pegada Ecológica. No final, a calculadora faz um paralelo com o que aconteceria se toda a população humana tivesse uma Pegada Ecológica semelhante à que está a ser calculada. 

A calculadora sugere ainda medidas práticas e simples para diminuir a Pegada Ecológica e permite acompanhar o progresso em direcção a um modo de vida mais “amigo do Ambiente”.
Aqui está o link para a calculadora ecológica:
http://www.myfootprint.org/
http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/AMBIENTE/PEGADA/?amb=0&ambiente_pegada=12097350&cboui=12097350 - 30/05/12

sexta-feira, 2 de março de 2012

Vírus afinal curam doenças?

Uma nova pesquisa conseguiu “engenhar” um vírus injetado no sangue que pode alvejar seletivamente as células cancerosas em todo o corpo.
Com resultados inéditos, o vírus atacou apenas tumores, deixando o tecido saudável intacto, em um pequeno teste com 23 pacientes.
Segundo os pesquisadores, as descobertas podem transformar totalmente as terapias. O tratamento com vírus se mostrou uma promessa real. Apesar de não ser um conceito novo, antes precisava ser injetado diretamente em tumores, a fim de escapar do sistema imunológico.
Na pesquisa, os cientistas modificaram o vírus JX-594, que é famoso por ser usado para desenvolver uma vacina contra a varíola. Ele é dependente de uma via química, comum em alguns tipos de câncer, para replicar.
O vírus foi injetado em doses diferentes no sangue dos pacientes que tinham câncer espalhado para vários órgãos do corpo.
Dos 8 pacientes que receberam a dose mais alta, o vírus replicou nos tumores de 7, mas não no tecido saudável.
“Esta é a primeira vez na história da medicina que uma terapia viral tem se mostrado consistente e replicado seletivamente no tecido de câncer após infusão intravenosa em humanos”, disse o pesquisador chefe, John Bell. “A entrega por via intravenosa é crucial para o tratamento do câncer porque nos permite alvejar tumores por todo o corpo e não apenas aqueles nos quais podemos injetar diretamente”, explica.
A infecção impediu o crescimento do tumor em 6 pacientes por um tempo. No entanto, o vírus não curou o câncer.
Os pesquisadores acreditam que o vírus pode ser usado para oferecer tratamentos diretamente às células cancerosas em concentrações elevadas, como terapia para cânceres complicados e difíceis de tratar.

fonte: http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/virus.htm

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Defesa Especifica e como ela funciona



Defesa específica ou imunidade adquirida:
    • é específica de um agressor (antigénio);
    • é um processo lento, mas eficaz, especialmente dirigido a cada elemento estranho;
    • 3ª linha de defesa;
    • existe memória.

A resposta imunitária específica engloba três funções importantes:
    • Reconhecimento: o antigénio é reconhecido.
    • Reacção: o sistema imunitário reage preparendo os agentes específicos que vão intervir no processo.
    • Acção: neutralização ou destruição das células ou corpos estranhos.


Imunidade Humoral

Imunidade humoral/Imunidade mediada por anticorpos:
  • Efectivos contra bactérias, toxinas produzidas por bactérias, vírus e moléculas solúveis.
  • Responde a cada antigénio particular pela produção de anticorpos específicos, que são libertados no sangue ou na linfa circulando até ao local da infecção.

Mecanismo de activação e diferenciação de Linfócitos B:

  • Os Linfócitos B são processados e atingem a maturação na medula óssea, migrando depois para os órgãos linfóides onde são armazenados.


  • Plasmócitos: 
Retículo endoplasmático extremamente desenvolvido
Grande capacidade de síntese proteíca
Produção elevada de anticorpos (os anticorpos são glicoproteínas)




  • Anticorpos:
  • Glicoproteínas específicas – Imunoglobulinas (Ig).
  • Estrutura: Moléculas em forma de Y, constituídas por 4 cadeias polipetídicas, duas cadeias pesadas e duas cadeias leves. As cadeias polipeptídicas possuem uma região constante, muito semelhante em todas as imunoglobulinas, e uma região variável. As regiões variáveis diferem quanto à sequência dos aminoácidos, contribuindo para o arranjo tridimensional da região onde o anticorpo se liga ao antigénio.
Esta região variável é responsável pela diversidade e especificidade dos anticorpos, uma vez que a sequência de aminoácidos é única em cada uma das milhares de imunoglobulinas.
Apesar de as regiões variáveis serem as responsáveis pela especificidade da imunoglobulina, são as regiões constantes que determinam se o anticorpo permanece na membrana plasmática das células ou se é lançado para a corrente sanguínea.


  • O elevado grau de especificidade no local de ligação do anticorpo a um antigénio resulta de dois factores:
  1. a sua estrutura é complementar da estrutura de um determinante antigénico (ou epítopo).
  2. nesse local, toda a estrutura química favorece o estabelecimento de forças electroestáticas e de ligações de hidrogénio entre o anticorpo e o antigénio.


  • Células-memória: numa futura exposição ao antigénio multiplicam-se e formam plasmócitos e outras células-memória.
                               

Mecanismos efectores da Imunidade Humoral:
  • Aglutinação: os anticorpos formam complexos insolúveis de anticorpos ligados a antigénios, tornando-os inofensivos, facilitando a sua remoção ou destruição por células do sistema imunitário.
  • Intensificação directa da fagocitose: a combinação do anticorpo com o antigénio bacteriano aumenta a actividade das células fagocitárias vinculadas a esse microorganismo, favorecendo a invaginação da membrana e, portanto, a fagocitose.
  • Neutralização directa de vírus e toxinas bacterianas
  • Activação do sistema complemento: desde que os anticorpos se fixem sobre os antigénios da membrana de uma célula estranha, o sistema complemento fica activo, fixando-se uma determinada proteína complemento sobre a parte constante dos anticorpos. Desencadeia-se uma sequência de reacções que leva à formação de poros e à destruição da célula.
  • Aumento da vasodilatação e da permeabilidade vascular



Imunidade Mediada por Células:


Imunidade mediada por células:
  • Os Linfócitos T sofrem processamento na medula óssea e maturação no Timo.
  • Activos contra parasitas multicelulares, fungos, células infectadas por bactérias ou vírus, células cancerosas, tecidos enxertados e órgãos transplantados.
  • Os linfócitos T possuem receptores de superfície específicos – glicoproteínas – constituídos por duas cadeias polipeptídicas, cada uma codificada por um gene separado. Apresentam regiões variáveis que fornecem a especificidade para a reacção com um único antigénio.
  • Apenas reconhecem os antigénios que se encontram ligados a marcadores da superfície de certas células imunitárias (macrófagos) – as Células Apresentadoras de Antigénios (CAA).


Células Efectoras:
  • Linfócitos T Auxiliares (TH) – reconhecem antigénios específicos associados, por exemplo, a marcadores da superfície de macrófagos e segregam mensageiros químicos que estimulam a capacidade defensiva de outras células, como sejam fegócitos, linfócitos B...
  • Linfócitos T citolíticos/citotóxicos (Tc) – reconhecem e destroem células que exibem determinantes antigénicos estranhos (células infectadas, células enxertadas ou cancerosas). Uma vez activados, estes linfócitos migram para o local de infecção ou para o Timo e segregam substâncias tóxicas que matam as células anormais por vários processos, entre os quais indução da lise celular por síntese de perforinas (proteínas).
  • Linfócitos T supressores (TS) – através de mensageiros químicos, ajudam a moderar ou suprimir a resposta imunitária, tornando mais lenta a divisão celular e limitando a produção de anticorpos pelos linfócitos B quando a infecção já está debelada.

Além das células efectoras, formam-se também:
  • Linfócitos T memória (TM) – vivem num estado inactivo durante muito tempo, mas respondem prontamente, entrando em divisão, se o organismo for novamente invadido pelo mesmo antigénio.



Memória Imunológica
Quando surge uma resposta imunitária secundária esta é mais rápida, de maior intensidade e de duração mais longa.

As vacinas desencadeiam uma resposta imunitária primária provocando a produção de células-memória. Nas vacinas, as bactérias patogénicas e os vírus são previamente tratados de modo a perderem a sua virulência, mas mantendo as suas propriedades antigénicas. A tecnologia de recombinação do DNA está, actualmente, a ser usada para produzir uma grande quantidade de proteínas antigénicas para serem incorporadas nas vacinas.
Geralmente, o declínio da resposta secundária é menos acentuado do que na resposta primária. Uma terceira dose de vacinação durante o declínio da resposta secundária eleva a taxa de anticorpos para um nível superior ao da segunda dose e, normalmente, confere imunidade prolongada contra a doença provocada pelo antigénio em causa, o que explica a necessidade de reforços de vacinas ao longo da vida para obter uma imunização efectiva.

A duração da imunidade passiva induzida é determinada pela quantidade de anticorpos introduzidos, a frequência da administração e o tempo necessário para que o receptor metabolize o anticorpo. Geralmente, para um adulto, uma única dose da fracção de anticorpo do soro confere imunidade passiva por mais de três meses.
Normalmente, a fonte de anticorpos usada para conferir imunidade passiva é outro ser humano que tem imunidade activa quanto à doença em questão, mas, ocasionalmente, os cavalos são usados para produzir imunoglobulinas, que podem ser recolhidas e administradas a humanos. O desenvolvimento de técnicas para recolher anticorpos monoclonais humanos pode eliminar o uso de imunoglobulinas equinas nos processos de imunidade passiva induzida humana.

http://biohelp.blogs.sapo.pt/2055.html retirado em 16/02/12